quarta-feira



As quatro estações


Outono: Continuo a dissumular novas sensações. Não é medo, é falta de coragem por não saber controlar situações relacionadas às coisas do coração. Foram milímetros que nos separaram ou a imensidão? Ao certo, nunca saberemos. Um momento, um instante que jamais voltará, mas que dele surgirão tantos outros; novos.

Inverno: Olhar precário, indiferente. A distância e frieza das relações me comove; consomem todo o meu ser. Noto que não conheço - desconheço - o amor, mas isso ocorre apenas por você nunca tê-lo encontrado (em nós).

Primavera: O pensamento voa, mas sei; sempre soube que longe é um lugar que não existe. Contudo, seu cheiro - que também não existe - tortura meu corpo insunuando malícias. Não quero entender a Química, mas está em nós. Ao invés de mandar flores, por favor, preocupe-se em juntar os pedaços que ainda restam dos sentimentos e entregá-los a mim por inteiro. Por inteiro.

Verão: Nosso Sol particular. Horas e abraços passando arrastados por estarmos juntos. Apenas por estarmos juntos. Você lembra quando escutávamos aquela canção que diz que "o pra sempre, sempre acaba" e zombávamos seu óbvio significado? Hoje faz sentido, mas não creio nisso, não agora. Fingir continua sempre sendo o melhor enredo.

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